Bahia Principe…no more!!

São 7:00 da manhã… dia de partida. Ainda dormem…

Na varanda do quarto recordo a ultima semana. Estou feliz!!! Apesar de tudo conseguimos o que queríamos, praia, sol, comida, bebida, dormir! Recarregar energias!

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O nosso grande problema é que ao fim de 2 dias, já temos energias carregadas e precisamos de mais! Precisamos sair deste hotel, sair deste mundo encantado do TI!

Não somos muito adeptos de viagens de TI, para resorts industrializados. Estou a falar de TI nas Caraíbas, em resorts enormes, em que temos que andar de autocarro para ir tomar o pequeno almoço, autocarro para a praia, autocarro para jantar, autocarro para o quarto, buffets cheios, praia e piscina a rebentar pelas costuras.

Gostamos de resorts mais pequenos, mais familiares, onde podemos percorrer o hotel numa pequena caminhada.

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A nossa experiência em TI nas Caraíbas não é assim tão vasta, (2011 Samaná – Republica Dominicana; 2012 Rivieira Maya; 2013 Varadero; 2017 Jamaica e agora Punta Cana). Samaná, México e Punta Cana, fomos para a cadeia Bahia Príncipe, sempre foi a solução mais barata. Mas agora, digo, com toda a certeza, não voltarei a um hotel desta cadeia. Porque juntamente com a Soltour, incutem medo aos turistas, querem ser “donos” deles. A melhor que eu soube foi, na altura do vírus Zinka, incutiam medo do género “Se saírem do hotel, vão contrair o vírus.” A sério? Mesmo?

Em qualquer Bahia Príncipe que estivemos, foi esta a atitude, “Não saiam do hotel, sem ser com as nossas excursões, não nos responsabilizamos, não é seguro, etc….”

E pela primeira vez, senti-me prisioneira…Senti que sou turista, mas não sou livre de fazer o que quero… Tenho uma amiga a trabalhar em Punta Cana há 4 anos, tem uma empresa de mergulho. E como é óbvio, já tínhamos combinado estar um bocadinho juntas, para além do mergulho que o Luís iria fazer. Primeiro drama: sair do hotel, por nossa conta! Não existe autorização para pessoas externas ao hotel entrarem, pelo que ela não pode vir-nos buscar ao hotel, não pode entrar, tivemos que ir ter com ela na porta de saída. Da recepção às portas de saída do hotel ainda são 30 minutos a andar. Pedimos transporte para nos levar, parecia que estávamos a cometer um crime!!! “Mas ir e voltar?” Não, ir e depois saímos… cara estranha… Demorou, mas lá veio.

Segundo drama: regresso ao hotel, já a minha amiga trazia a filha no carro e queria deixar-nos na recepção. “Ok, pode entrar mas a sua filha de 8 anos não, tem que ficar aqui na entrada.” A sério?? Não podem entrar duas pessoas no hotel? Só o condutor? Nem sendo uma criança?? Estamos a falar de uma cadeia de hotéis enorme, como o Bahia Príncipe. Não percebo, e não me digam que é pela segurança dos clientes… Porque, por exemplo, provavelmente o Brasil é bem mais inseguro e não se passa nada disto. O Bahia Príncipe é a cadeia que mais incentiva este tipo de filosofia, este “medo” incutido…  Não acho normal o que fazem aos turistas, aos locais… Claro que os locais ganham postos de trabalho, mas isso não dá o direito a estas grandes cadeias, de fazerem o que fazem. Já não basta o facto de os locais terem ficado quase sem praias, porque todas são privadas dos hotéis, e ainda têm uma imagem denegrida perante os turistas…  Estou revoltada!!! Estou chocada, porque tenho uma amiga em Punta Cana que não pode livremente ir buscar e trazer-nos ao hotel…

Lembro-me que na Jamaica, fomos para um RIU, operadora Jolidey, e fiquei tão feliz quando ouvi: “Saiam do hotel por vossa conta. Negril é seguro. Vocês não vão conhecer a Jamaica dento do Hotel. Chamem um táxi e vão!” Adorei! E nunca nos sentimos inseguros…

Bahia Principe, nunca mais! São gananciosos! Só querem mais e mais quartos! Expandir! E o resto? Não há espreguiçadeiras na praia, nem temos espaço para por toalha no chão..Na piscina a mesma coisa. Para almoçar, não há mesa… temos que aguardar!

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Mas apesar de tudo, o que interessa é que estivemos juntos, divertimo-nos, brincámos. O resto… são pormenores que realmente nos fazem perceber, que não vale a pena insistirmos, não fomos moldados para este tipo de resorts.

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