Jamaica Roots

Sem dúvida, a excursão que mais adorámos fazer! Uma excursão que nos proporcionou cultura, aventura e adrenalina. Uma excursão que nos deixou com o coração cheio…

Saímos às 09:00, em direcção ao interior da Jamaica para conhecer a pitoresca Vila Roaring River.

Fizemos uma caminhada pela vila, onde o guia nos foi falando da vegetação, do modo de vida, deu-nos a provar manga maravilhosa.

Um ambiente super tranquilo, onde nunca nos sentimos desconfortáveis ou inseguros. Passamos por Jamaicanos sentados a ouvir  o seu reggae, a pintar ou arranjar carros, a passear com os seus filhos e, sempre com um sorriso, sempre com um “yaman, respect” pronto a sair.

Vim de lá com a sensação que o povo jamaicano é um povo simpático, humilde.

Nesta vila, visitámos ainda uma gruta (com alguns morcegos), com artefactos naturais bastante interessantes, tais como, rochas que pareciam peixes, amantes a beijarem-se ou uma criança ao colo da mãe. Tudo, segundo o guia, formado naturalmente.

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Daqui fomos até a uma escola pré-primária, dos 3 aos 6 anos.

Assim que entrámos na escola, foi uma euforia total. Todas as crianças a virem a correr para nós, a abraçar-nos, a agarrar-nos.

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A Rita estava ao meu colo, tentei pô-la no chão, mas assim que o fiz assustou-se porque todas as crianças vieram abraçá-la. Tentei acalmá-la, a dizer que os meninos só queriam brincar com ela. Ela lá foi acalmando e interagindo, mas assim que começavam a agarrar muito, lá vinha ela a correr em direcção a nós.

Até que aconteceu algo que nos encheu o coração.

A Rita tinha 6 pulseiras (que não eram pulseiras, eram elásticos coloridos, fluorescentes, mas que ela nunca me deixou usar para esse efeito). Agarrou-se aos elásticos de tal forma, que fez deles pulseiras e só os tirava para dormir. Reparei que as meninas da escola, andavam sempre a olhar para as pulseiras e fiz este comentário: “Sabes, estes meninos não tem tantas coisas como tu tens, nem tantos brinquedos. Elas gostam das tuas pulseiras, queres dar?

E imediatamente, tirou uma a uma e distribuiu-as. Deixou-nos de coração cheio e com a certeza que estamos a conseguir passar a mensagem.

Não são crianças que passem fome, ou crianças infelizes, não! Vi ali muita felicidade! Mas são sem dúvida crianças que não têm metade do que as nossas têm. Se ficaram felizes com as pulseiras? Claro! Como qualquer criança desta idade que vê algo novo e colorido. E existe algo melhor que ver o brilhozinho de felicidade nos olhos?

Daqui seguimos para as cascatas Mayfield.

Por aqui almoçámos (arroz com feijão encarnado e frango, segundo eles sem picante, mas com algum picante) antes de iniciar a caminhada pelas cascatas com o guia.

Também aqui existem vestiários para trocar de roupa e cacifos para a deixar, uma vez que não podemos levar nada para a caminhada. São necessários sapatos de água, pois são mais aderentes, para andar nas rochas. No caso de não levarem, eles alugam. Não deixam mesmo ir de chinelo normal. Máquinas fotográficas, só se forem à prova de água, ou então, como vimos no nosso grupo, uma capa à prova de água para o telemóvel.

Adorei a caminhada, uma verdadeira aventura com a Rita.

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As Mayfield Falls são 22 cascatas amplamente espaçadas pelo rio. São cascatas pequenas e não se tem uma visão geral como nas YS falls.

A cascata mais alta, denominada “washing machine” tem cerca de 3 metros de altura.

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Foi uma caminhada relaxante… emocionante…divertida, foi brutal!

Relaxante pela paisagem, meio envolvente e pelo som da água das cascatas.

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Emocionante, porque ir com a Rita às cavalitas e atravessar cascatas…adrenalina pura! O guia foi 5 estrelas, muitas foram as vezes que ele segurou na Rita ao colo para nós conseguirmos atravessar certas zonas mais complicadas, em que tínhamos água pelo pescoço, ou nem sequer tínhamos “pé”.

Correu tudo bem, fizemos tudo com calma, sem pressas. Por vezes, ia eu à frente, para ir dizendo ao Luís como era o caminho. Depois passava para trás para o caso de haver algum desequilíbrio. Mas como a Rita diz “o pai é “fote”!! Só houve um pequeno incidente em que o Luís estava meio agachado a tentar passar de uma rocha para outra com a Rita às cavalitas e ela caiu para trás, mas foi uma queda baixinha, foi só um susto.

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Divertida, porque tínhamos um guia maluco (no bom sentido da palavra), que ia fazendo acrobacias por entre cascatas.

Esta é a excursão que aconselho a toda a qualquer pessoa que vá à Jamaica. Tem cultura e aventura, contacto com o povo e com a natureza.

E sim, é possível fazer com crianças. Pelo menos às cavalitas é possível. Uma criança que vá pelo próprio pé, convém ir sempre de mão dada com um adulto, pois por vezes as correntes nas cascatas podem ser bastante fortes.

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É algo para se fazer como muita calma, sem pressas, nem correrias, com muita concentração e seguir sempre os conselhos do guia, ele avisa sempre onde colocar exactamente os pés.

Não esquecer:

  • Protetor solar
  • Muda de roupa
  • Toalha banho
  • Sapatos de água
  • Chapéu de sol
  • Água –  a caminhada na vila é feita debaixo de sol, mas encontra-se um café que vende bebidas e rastafaris a vender coco.
  • Máquina fotográfica à prova de água (ou algo do género)

Que podemos nós dizer da Jamaica?

Adorámos!! Adorámos o povo, as paisagens, a natureza, a música!

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Ya man, Jamaica no problem! Respect!!!

Termino com uma citação que o Luís fez no facebook.

Até breve!

Ficaram nas nossas recordações…as viagens de autocarro, os crocodilos, os barcos, ela na brincadeira com crianças que não falam a mesma língua (mas lá se entendem), a piscina com escorregas, as brincadeiras no mar a 29ºc, a grande aventura da subida do rio a pé…Sorrisos, Gargalhadas, Curiosidade pelo desconhecido (“Pai, o qué isto?” “Mãe, o qué aquilo?” ouviu-se mais de mil vezes)…

Entre muitos e muitos outros, houve um momento nestas férias que marcou os nossos corações de pais babados.
Ela tinha um conjunto de pulseiras que só não dormiam com ela, porque nós não deixávamos.
Numa visita a uma escola primária para crianças carenciadas a mãe disse-lhe:
“Filha, estes meninos não têm tantos brinquedos como tu. Queres dar-lhe as tuas pulseiras?”
E sem dizer mais nada ela começa a tirar uma a uma e a entregar aos meninos e meninas…o gesto encheu-nos o coração!   Luís Rato

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