Jamaica… no problem

Se existe algo que nós detestamos é ficar parados muito tempo no mesmo lugar. Detestamos sair de um local de viagem com a sensação que ficou muito por conhecer. Claro que, com a Rita, temos que nos mentalizar que vamos ver muito menos, mas não nos impede de tentar visitar o máximo que conseguirmos, dentro do que achamos razoável para ela.

Ficámos 7 dias na Jamaica, decidimos efectuar 3 excursões com a Joliday:

  • Lagoa Luminosa
  • Black River e YS falls
  • Jamaica Roots – Roaring village e Mayfield falls

Por nossa conta, Rick’s Café e os restantes dias relaxar na praia!


LAGOA LUMINOSA

A primeira excursão que fizemos foi à Lagoa Luminosa, perto do Rio Martha Brae.

Esta é uma lagoa onde milhões de organismos microscópicos vivem e emitem luz fluorescente quando são agitados. Aqui, existe uma junção das águas do mar com o rio, e esta junção, esta mistura de água doce com salgada, é o ambiente ideal para estas criaturas marinhas.

É um espectáculo que apenas se consegue observar à noite.

Saímos do hotel, em Negril, por volta das 16h30 e ao fim de 2h30 estávamos na Lagoa Luminosa. A Rita adorou a viagem, o ponto alto do dia era sempre andar de autocarro, sempre super atenta e curiosa a olhar para as ruas por onde passávamos.

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Assim que chegámos fomos recebidos com uma bebida. Na zona existe um restaurante para quem quer comer algo. Tivemos que esperar um pouco que anoitecesse e depois lá seguimos no barquinho.

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Iam quatro embarcações, cada uma com cerca de 30 pessoas. Na minha opinião, são demasiadas pessoas para um barco tão pequeno, o que se apercebe na altura em que, quem quer fazer mergulhos, subir e descer do barco torna-se complicado com tanta gente.
Assim que o barco ligou o motor e entrámos na lagoa, podíamos ver o rasto fluorescente que este deixava para trás. Pedimos desculpa pela qualidade da foto, mas sendo noite serrada e num barco em movimento, foi a melhor recordação que conseguimos.

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Não foram muitos os turistas do nosso barco a mergulhar, o que foi uma pena pois, como já referi, as águas só ficam fluorescentes após agitação.

Eu não fui… fiquei com a Rita no barco (a Rita não foi desculpa, podia ter ido depois de o Luís subir, foi mais a minha fobia do escuro…)

O Luís mergulhou e quando o fez, aconteceu algo simplesmente mágico. Não existem fotos ou vídeos, não consegui registar o momento, ficará apenas na memória visual. A cada movimento que fazia, mexer os braços, nadar, cada movimento feito, aparecia um rasto fluorescente azul.

O que o Luís diz da experiência?

Foi um mergulho estranho, pois uma vez que é um local com junção de água doce e salgada, iam intercalando correntes frias e quentes. No entanto, segundo ele, o mais estranho foi o fundo. Com cerca de 1m/1,5m de profundidade, o fundo parecia gelatina e ficar de pé e assentar os pés neste fundo, dava a sensação que o fundo envolvia os  pés e que se ia afundado… Hum, not for me!!!
Mas a sensação de ter criaturas microscópicas a emitir uma luz fluorescente muito forte no corpo foi algo completamente surreal.

Infelizmente, nisto do escuro, a Rita saiu a mim e quando íamos no barco, ia dizendo que queria ir para casa. Quando o pai mergulhou lá achou piada à cor da lagoa.

30 minutos e viemos embora.

Se gostámos? Sim!

Valeu a pena? Sim! É um fenómeno da natureza que não vemos todos os dias (só existem 4 lagoas luminosas no mundo inteiro).

No entanto, a viagem foi demasiado longa para lá estarmos apenas 30 minutos, e por este motivo também achamos que 100 dólares por pessoa é demasiado.

Não esquecer de levar:

  • Toalha de banho
  • Repelente
  • Muda de roupa (existe lá um vestiário)
  • Para quem leva crianças, comidinha extra, pois já chegamos ao hotel perto das 22h30. A Rita adormeceu no autocarro e já não jantou.

RICK’S CAFÉ

Optámos por ir ao Rick’s por nossa conta. Alugámos um táxi no hotel por volta das 16h30 e combinámos com ele de nos vir buscar por volta das 19h. Foram 30 dólares.

O Rick’s Café é um dos locais mais famosos da Jamaica. É um bar/restaurante, mas a maioria das pessoas vai pelo famoso pôr do sol e pelos saltos de penhascos (Cliff diving). Existem 3 níveis de saltos, o mais alto tem 11 metros. Deste último nível habitualmente são Jamaicanos que, em troca de gorjeta, fazem saltos acrobáticos.

Depois de vermos alguns turistas a arriscar nestes saltos (alguns com valentes “chapas” na água) fomos até à zona do bar, escolher uma mesa para podermos ver o maravilhoso pôr do sol.

É realmente um sítio excelente para se estar, ouvir Reggae ao vivo, no nosso caso, a beber 2 coronas e estar… observar a magnífica paisagem, ver a Rita a dançar e a divertir-se. Top!!

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BLACK RIVER e YS FALLS

​Partimos do hotel às 8h00 e ao fim de 2 horas estávamos no Black River. Este é o maior rio navegável da Jamaica.

Durante o passeio de barco, que durou cerca de 1 hora, pudemos observar pássaros exóticos, plantas selvagens e os crocodilos americanos, passar através de vegetações densas, natureza pura. Árvores cheias de garças brancas, crocodilos no seu habitat natural (RESPECT!!!)

Foi um passeio muito agradável. Quando a Rita viu o primeiro crocodilo, assustou-se, mas depois lá achou piada e andava sempre a perguntar “onde está o ‘cocodilo?'”

Mais uma fotógrafa para a família…

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Almoçámos por lá (arroz com feijão encarnado e frango com molho doce – simples, mas bom!) e seguimos para as YS Falls, onde chegámos por volta das 13h.

Para chegar às cascatas, temos de ir numa espécie de tractor por um percurso que dura cerca de 5 ou 10 minutos. Penso que seja para proteger toda a área envolvente e não haver enchente de autocarros perto das cascatas.

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YS falls é uma atracção natural, onde se pode observar a beleza das cascatas envolvidas por jardins e árvores magníficas.

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Existem 7 cascatas. Algumas áreas são bastantes rochosas e não permitem tomar um banho.

É possível, para quem estiver interessado, efectuar slide (150 dólares por pessoa).

Existem umas escadas de madeira a acompanhar os vários níveis de cascatas e lá fomos nós com a Rita às cavalitas. É realmente algo de fascinante.

No parque, para além das cascatas existe uma piscina natural, ideal para crianças.

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Perto da piscina, existem vestiários para trocar de roupa. Tudo impecavelmente limpo!

Por volta das 15h, fomos novamente no tractor até ao autocarro, para seguir para o hotel.

Não esquecer:

    • Toalha banho
    • Muda de roupa
    • Protector solar
    • Repelente (apesar de nós não termos levado, e não vermos mosquitos no rio, é aconselhável)
    • Chapéu de sol

Ainda falta falar da excursão que para nós foi a melhor, a nível cultural, sentimental, com muita aventura e adrenalina…

Até breve….

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