A ilha das Tartarugas gigantes e das nádegas de côco

Curieuse Island

Curieuse é uma das Ilhas internas do Grupo das Ilhas Seychelles. Com uma área de 2,86 quilómetros quadrados, está localizada a noroeste da Ilha de Praslin.

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Em 1979, Curieuse e as águas circundantes foram declaradas “Curieuse Marine National Park“, com o objetivo de proteger a vida selvagem nativa. Hoje é o lar de cerca de 500 Tartarugas Gigantes de Aldabra. No final da década de 1970, um projecto de conservação foi iniciado para mover tartarugas de Aldabra para Curieuse.

Para irmos a Curieuse Island, reservámos com o hotel uma excursão, fomos com Lyly Boat Charters. O ponto de encontro foi na praia, onde estava mais uma família que iria connosco.

De Praslin a Curieuse são cerca de 20 minutos de barco e desembarcamos na Baie Laraie.

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Assim que lá chegámos, as instruções que tínhamos eram para aproveitar para conhecer as tartarugas e de seguida fazer uma caminhada de cerca de 1 hora até à praia de Anse Saint Joseph, parte sul da ilha, onde estariam à nossa espera para almoçar.

As tartarugas são realmente enormes, quase do tamanho da Rita. Além de enormes são também muito velhinhas, pois a média de idades das tartarugas presentes nesta ilha é de 200 anos. Esta que vemos na imagem, à qual a Rita fez umas festinhas tímidas, tinha cerca de 250 anos.

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E é maravilhoso andar no meio delas, no seu habitat natural…

Aqui vimos ainda tartarugas bebés, uma vez que tem campo de criação.

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Esta ilha também é conhecida pelas palmeiras de côco de mer, também chamados “coco-fesses” (nádegas de coco) pela sua forma sugestiva,  é uma espécie comum encontrada apenas na Ilha de Praslin e Curieuse.

Uma curiosidade interessante da mãe natureza: o côco fêmea tem a forma sugestiva que vemos na imagem e o côco macho tem também uma forma sugestiva…para machos. E não é que as palmeiras só produzem côcos se estiver uma palmeira macho ao lado de uma fêmea!! Fantástica a mãe natureza…

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Depois de muito “namorarmos” as tartarugas lá partimos em direcção à parte sul da Ilha. Existe um trilho que nos leva até Anse St. Joseph, foram 2 km maravilhosos, caminhadas em terrenos irregulares, passadiços a atravessarem manguezais densos, penhascos gigantes de granito, vistas deslumbrantes…e muita flora e fauna para observarmos.

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Chegados a Anse Saint Joseph, fomos refrescar-nos. Foi uma longa caminhada, em muitas alturas do percurso sem sombra. Estávamos à espera de encontrar uma praia mais chamativa… mas demos uns mergulhos antes de almoço que nos souberam muito bem!

Tivemos ainda oportunidade de visitar a “Doctor’s House”,  uma casa colonial restaurada, e actualmente um museu sobre a ecologia e a história da Ilha Curieuse.

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Anteriormente era usado como confinamento para pacientes com lepra, de 1829 a 1900 e novamente de 1937 a 1965. Devido ao facto de a doença ser altamente contagiosa, os pacientes eram confinados na Ilha Curieuse para serem tratados e também como forma de proteção para o resto da comunidade. Esta casa foi construída em 1873 como residência do médico.

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“Aquelas portas de madeira que já receberam tantas pessoas que a sociedade deixou de lado e abandonadas, hoje acolhe tantos visitantes para compartilhar a história de uma pequena ilha de grande história e patrimônio natural. A Casa do Médico não só preserva a história da ilha, mas também permanece aberta para futuras documentações na ilha. Se apenas aquelas paredes tivessem o poder de falar, elas poderiam revelar tanto. Como a geração futura, prometemos manter este arquivo vivo “ (palavras de uma jovem estudante de Praslin).

Almoçámos ali, ao lado desta casa colonial, comida preparada  na hora pelos operadores turísticos. Uma refeição bastante agradável.

Daqui fomos até St. Pierre Island.

St. Pierre é apenas uma das muitas pequenas ilhas da baía da Côte d’Or, na costa noroeste de Praslin. Esta pequena ilha de 1.640 metros quadrados fica a cerca de 1,5 km da praia de Anse Volbert. É uma ilha inabitada e muito popular entre os snorkellers.

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Assim que chegámos, imensos barcos estavam atracados e tivemos oportunidade de observar a maravilhosa vida marinha. Fomos à vez, para a Rita ficar no barco.

Foi um dia excelente! A Rita, adormeceu no barco no regresso de tão cansada que estava. Mas ainda hoje, se andarmos de barco, ela pergunta “Vamos ver as tartarugas?”

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