Da Praia à Floresta

Aproveitámos um dia para conhecer duas maravilhas da ilha de Praslin: a Praia de Anse Lazio e o Vallée de Mai.

Alugámos um carro e fomos por nossa conta e ao nosso ritmo. A condução é pela esquerda, uma das marcas da colonização Inglesa. Apesar de não estarmos habituados a conduzir pela esquerda, em Praslin não existe muito trânsito, nem muitas estradas, pelo que foi muito pacífico.

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O processo de aluguer foi curioso. Pedimos no alojamento para alugar um carro e mais tarde fomos apresentados à senhora que iria tratar do aluguer, que nos explicou como funciona. E assim foi: a senhora trouxe-nos o carro logo pela manhã e disse-nos para, no final do dia, deixar os 50 USD e as chaves debaixo do tapete do carro, deixando o mesmo aberto…e assim foi, o carro passou a noite inteira aberto, com as chaves e dinheiro debaixo do tapete, estacionado na rua.


Anse Lazio

Sendo uma das mais belas praias do arquipélago das Seychelles, seria de esperar encontrar uma multidão, mas não, nada disso.

Estacionámos o carro, uma vegetação densa não nos permite observar de imediato a praia. Esta vegetação separa a “estrada” da praia, como que a protegê-la, é como se de um momento para o outro entrássemos noutra realidade…

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E pensam, mas é só mais uma praia, o que tem de tão especial?

Para além da cor branca da areia, que nos fere a vista, do azul turquesa e transparente da água que chama por nós, pelo facto de termos a praia quase só para nós, para além disto, assim que começamos a andar pelo areal, em direcção  às formações rochosas, aí sim, digo, nunca estive numa praia tão diferente… não digo que foi a mais bonita que estive até hoje… mas está sem duvida entre as melhores. A conjugação da areia branca, mar azul turquesa, vegetação verde densa, formações rochosas, fazem desta praia qualquer coisa de única…

A nossa passagem por esta praia ficará para sempre nas nossas memórias, não só pela paisagem em si, mas pelas “visitas” inesperadas que nos apareceram à beira mar. Com água pelas canelas, duas Raias e um Tubarão bebé…ali apareceram a escassos metros da Rita, que delirou ao ver estes animais pela primeira vez na sua vida…e logo no seu habitat natural…

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Existe uma rede de protecção numa área muito pequena da praia, como se pode ver na imagem seguinte, que foi colocada porque no ano de 2011 morreram 2 turistas nesta mesma praia, após terem sido mordidos por tubarão.

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O Luis foi fazer snorkeling e ficou com a opinião de que a rede é apenas uma protecção psicológica…

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Percorremos a praia de uma ponta a outra, andámos por recantos escondidos, vimos caranguejos, muitos caranguejos! Banhámo-nos naquelas águas maravilhosas, brincámos na água, na areia…”sentimos” o sítio e ficámos rendidos…

Depois de já cansados e esfomeados…fomos almoçar no restaurante que existe na praia. Não poderia ser melhor, comida simples mas saborosa, com uma vista magnífica e ainda tivemos o prazer da companhia de um “amiguinho” voador.

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Após o almoço, fizemo-nos à estrada e fomos até à reserva natural Vallée de Mai.


Vallée de Mai Nature Reserve

Situado na coração da Ilha de Praslin, o Vallée de Mai contém a maior floresta  intacta, das Seychelles, da palmeira de coco, uma espécie endémica deste arquipélago. Foram milhões de anos de isolamento, o que permitiu muitas espécies únicas de se desenvolverem nesta floresta e muitas não são encontradas em mais lugar nenhum no mundo.

Desde 1983, que o Vallée de Mai é considerado  património mundial da UNESCO. A entrada custa cerca de 20€ por pessoa e está aberto todos os dias das 08h30 às 16h30.

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Existem 3 percursos disponíveis para percorrer o Vallée de Mai, cada um com diferente tamanho e tempo necessário para o percorrer.

Escolhemos um percurso que se previa fazer em 1h30 e demorámos cerca de 2 horas a percorrer os caminhos e trilhos desta floresta.

Todo o percurso é feito debaixo da sombra das palmeiras gigantes que nos protegem dos raios de sol, do calor e até da chuva.

Passámos por riachos, vimos rãs, pássaros diferentes dos que temos por cá, fomos em direcção ao miradouro, aí já um pouco mais difícil… sempre a subir, e com a Rita às cavalitas. Mas valeu a pena… vale sempre… paisagem indescritível da vegetação densa desta floresta, aglomerados de palmeiras, floresta virgem, intocável…

Aproveitámos para descansar num abrigo que existe no miradouro, e dar lanche à Rita, onde um pássaro endémico nos resolveu fazer companhia….

Só por este dia, e pelos dias que passamos em Anse Volbert, já podíamos dizer que estávamos maravilhados com tanta beleza natural, com tanta natureza pura…

Mas ainda temos tanto para contar… Sabiam que existe uma ilha onde vivem Tartarugas gigantes em total liberdade?

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