Planear e Reservar a Viagem de Sonho

Vamos para águas quentes e praias paradisíacas?
Vamos por a Rita a fazer festas a uma tartaruga com 300 anos e maior do que ela?
Vamos mostrar à Rita, Raias e Tubarões no seu habitat natural?
Vamos “viver” os três numa ilha onde vamos ter de alugar uma bicicleta como meio de transporte, porque não existem carros?

A resposta a estas e muitas outras perguntas foi: “Sim, vamos lá então tentar ir para as Seychelles”…

O planeamento e reserva incluiram os seguintes itens:

  • 8 voos
  • 2 viagens longas de autocarro
  • 2 travessias de barco
  • 3 alojamentos
  • 1 Subida ao Burj Khalifa
  • 1 Seguro de viagem (x3)

Voos Intercontinentais

Esta foi uma das partes mais difíceis, pois a opção mais confortável estava com preços proibitivos.

Falo da Emirates, pois o ideal seria sair de Lisboa directamente para o Dubai (o mesmo no regresso), sem ter de fazer uma escala extra numa cidade europeia. Problema: preços altos e horários ridículos. Cheguei a deslocar-me aos escritórios da Emirates, em Lisboa, para tentar perceber algo que pudesse não estar disponível online…mas sem sucesso.

Sendo assim, após muitas e muitas horas de investigação, muitas simulações com vários horários, datas e escalas diferentes, optámos pela Etihad Airways. Apesar de termos uma escala extra numa cidade europeia (Londres à ida e Madrid à volta), conseguimos um preço mais baixo do que pela Emirates em quase 1000€ no total!!!

Decidido, vamos então avançar…mas calma, nem tudo são rosas…e ainda havia muito suor e muito trabalho pela frente…

O processo de reserva com a Etihad Airways foi um pesadelo. Fizemos a reserva num domingo à noite, pagámos com cartão de crédito, mas não recebemos confirmação. Na segunda-feira de manhã, telefonámos para o contact center de Madrid e disseram-nos que não conseguiam vender os voos, que tínhamos reservado, pelo preço que pagámos! O quê? Como é isto possível? Então uma pessoa reserva, paga e depois não conseguem confirmar os preços?!?! Deram-nos duas opções:

  1. Pagar mais 400 ou 500 euros
  2. Cancelar, sem custos adicionais

Os valores ficaram proibitivos, pelo que lhes demos indicação para cancelar a viagem.

Uma hora depois, recebemos um telefonema do contact center de Abu Dhabi, indicando que, afinal, conseguiam vender-nos a viagem pelo preço que vimos e reservámos no site.

Tudo muito estranho, mas ok, se é pelo preço que vimos, vamos lá avançar com a confirmação da reserva.

Parecia tudo resolvido…mas ainda não.

A reserva inicial estava “em autorização” no cartão de crédito e, como tínhamos cancelado, tivemos que fazer novo pagamento. Eis que o valor nos foi descontado a duplicar!! Ou seja, o cartão de crédito estava com um saldo negativo equivalente ao pagamento de 3 viagens!

Noites mal dormidas, muitos contactos com o contact center de Abu Dhabi…mas passado menos de um mês lá estava tudo resolvido.

Li em vários fóruns e blogs, que este tipo de situações era muito comum com a Etihad. Nada que não se resolva a conversar, mas lá que provocou bastante stress, isso provocou.

Apesar do processo de reserva ter sido este desastre, o restante serviço prestado pela companhia aérea surpreendeu, e muito, pela positiva!


Voos Internos

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Para a ligação entre a ilha de Mahé e Praslin, existem duas opções: barco através do site Seychelles Bookings, ou avioneta com a Air Seychelles. A ligação por barco demora cerca de 2 horas e meia, enquanto que por avioneta, são 15 ou 20 minutos no ar para cada lado. Além disso, para apanhar o barco, tínhamos de ir de táxi ou autocarro para o porto, tornando a viagem ainda mais cansativa.

Sendo assim, optámos pela avioneta, o que nos poupou bastante tempo e nos proporcionou 2 voos com vistas excepcionais.


Autocarros

Ficámos uma noite, em escala, no Dubai, aquando do regresso. A Etihad opera no Aeroporto Internacional de Abu Dhabi, pelo que incluímos na reserva o autocarro, da própria Etihad, que liga Abu Dhabi ao Dubai numa viagem de cerca de uma hora e 100 kms para cada lado.

Temos a dizer que este serviço foi exemplar, com um acompanhamento excepcional por parte dos funcionários da Etihad. No regresso, fizemos check-in das malas à entrada para o autocarro e só tivemos que nos voltar a preocupar com elas na recolha, em Lisboa.


Barcos

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A ligação entre a ilha de Praslin e La Digue só é possível através de barco, pelo que utilizámos o site Seychelles Bookings para reservar.

A travessia não demora mais que uma ligação entre a Margem-Sul do Tejo e Lisboa, com um nível de conforto até superior. É possível comprar os bilhetes no próprio local, sem qualquer stress. No entanto, vimos que a reserva através do site nos dava direito a vários vouchers de descontos em restaurantes e outras actividades, quer na ilha de Praslin, quer na ilha de La Digue.

Visto que as refeições são bastante caras em qualquer uma das ilhas, foi uma excelente opção!


Alojamento

Quer em Praslin, quer em La Digue, optámos por alojamentos locais, apartamentos, que nos davam mais autonomia, mais contacto com as pessoas e mais espaço. Nada de luxos, apenas tinha de ser limpo e ter o necessário para nos sentirmos confortáveis.

Utilizámos o site SeyVillas, que apresenta uma variedade enorme de alojamentos e também permite construir pacotes “à medida” de Island Hopping. Utilizámos o site como referência, pois é um excelente catálogo para encontrar as melhores opções. Fizemos, no entanto, o nosso próprio pacote de Island Hopping, pois as mesmas opções que queríamos ficavam mais baratas reservando por outras vias, em vez de através do site.

Praslin

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Em Praslin, ficámos por 5 noites. Este foi o sítio mais difícil para escolher alojamento, dada a imensa variedade de oferta. Optámos por reservar alojamento nos Côte d’Or Chalets. A opção mais barata, após comparação com vários sites, acabou por ser mesmo através de reserva directa através do site.

O alojamento, a simpatia das pessoas e a sua localização foram excelentes…a passos de uma das praias mais bonitas das Seychelles.

Nota Importante: para quem vá visitar Praslin, convém ter em atenção qual o melhor lado da ilha para ficar, de acordo com a altura do ano. Fomos em Outubro e, pela investigação que fizemos, as condições do mar estavam melhores na costa norte da ilha. Existem alturas do ano em que é ao contrário… Quando vimos a costa sul da ilha, em Outubro, percebemos que foi uma excelente decisão. A norte, estava um autêntico paraíso…enquanto que a costa sul tinha uma imensidão de algas nas praias e quase não havia areia…isto varia de costa para costa, de acordo com a altura do ano.

La Digue

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Em La Digue, ficámos por 3 noites. Os alojamentos junto ao mar, na linha da praia, são todos caríssimos. Não tem problema, visto que se trata de uma ilha pequena, em que o meio de transporte é a bicicleta e tudo fica perto, optámos por um alojamento mais afastado da linha da praia. Ficámos no Orchid Self Catering Apartment. Neste caso, a opção mais barata foi a reserva através do Booking.com.

Não são alojamentos tão novos como  parecem pelas fotos, mas tivemos tudo o que precisámos, sem qualquer ponto negativo a apontar à limpeza. Fomos muito bem recebidos, alugámos 2 bicicletas com a recepção e tudo correu muito bem.

Só desaconselhamos mesmo é fazer refeições no restaurante do alojamento. A qualidade da comida deixa muito a desejar, quando comparada com todos os outros restaurantes em que estivemos em ambas as ilhas.

Dubai

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Ficámos 1 noite no Dubai, pelo que a intenção era ir para um hotel, do mais barato que conseguíssemos encontrar à data da reserva.

Uma complicação…nunca vimos uma cidade com tanta oferta de hotéis…arrisco-me a dizer que são milhares! Vamos por partes. Os objectivos desta estadia eram dois:

  1. Descansar a meio de uma viagem longa,  pois partíamos de La Digue, depois tínhamos de apanhar um barco para Praslin, um táxi para o aeroporto de Praslin, uma avioneta, um avião para os Emirados Árabes Unidos, outro avião para Madrid e outro para Lisboa…sendo assim, ficámos 1 noite no Dubai, para não fazer tudo de seguida.
  2. Subir ao Burj Khalifa.

Após visualização de muitos e muitos hotéis, filtrando pelos mais baratos, acabámos por reservar o Wyndham Dubai Marina, através do Booking.com. Mesmo sendo a um preço muito inferior à média praticada no Dubai…o luxo está sempre presente. Não foi uma má forma de descansar por uma noite!


Subida ao Burj Khalifa

A quem pretende subir ao Burj Khalifa, aconselhamos a reserva prévia através do site oficial do Burj Khalifa, pelas seguintes razões:

  • O preço é muito mais barato quando reservado com antecedência
  • Evitam-se filas intermináveis
  • Garante-se lugar

Esta foi uma das viagens mais difíceis de planear até ao momento, pois as Seychelles têm a fama de ser um destino muito caro. Ainda assim, pesquisando e analisando muito bem e durante muitas horas, conseguem-se preços que não imaginei serem possíveis para este destino.

É claro que não estivemos em nenhum resort, nem muito nem pouco luxuouso. Em vez disso optámos por alojamentos locais, apartamentos, em vez de quartos num resort com os típicos planos de refeições…é a diferença entre gastar, por exemplo, 500€ ou 2000€ ou mais, em 5 dias de alojamento…

E para nós, o que interessa é ir! Sem luxos, mas com as condições necessárias. Ir para conhecer novos lugares, novas tradições e costumes. Ir para criar memórias para a vida, para abrir novos horizontes…

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