Ilha das Flores

Ilha das Flores… nem sei por onde começar… se pela harmonia que sentimos, se pelas cascatas envolvidas numa natureza sem igual, se pela Aldeia de Turismo Rural em que ficámos hospedados…

A Ilha das Flores ocupa uma área de 141,7 km2, na sua maior parte constituída por terreno montanhoso, caracterizado por grandes ravinas e gigantescas falésias. São cerca de 16 km de comprimento e cerca de 12 km de largura. Uma ilha pequena, mas ao mesmo tempo grande… Ficámos apenas 3 noites, sim, digo “apenas” porque ficava mais tempo… porque gostava de ter tido oportunidade de desfrutar mais daquela serenidade.

Esta foi uma das primeiras “imagens” que tive na Ilha, uma imagem que vai ficar para sempre guardada…IMG_9903.JPG

Ficámos hospedados na Aldeia da Cuada, da qual já falei no post Açores – Uma Pérola no Atlântico.

Umas das primeiras coisas que fizemos assim que chegámos, depois de bem instalados, foi ir ás compras, para pequenos almoços, lanches, petiscos, bebidas…

Fiquei um pouco chocada, talvez o termo seja um pouco forte, mas não estava realmente à espera de encontrar prateleiras de frescos vazia… “O barco só vem à quinta-feira menina”, era domingo… Iogurtes, frutas, legumes… pouco, muito pouco… E se o barco não vier? E se houver uma tempestade, que acontece tantas e tantas vezes? Ficam isolados e sem comida? Aqui tão perto, e deparei-me com uma realidade tão diferente da nossa…

Nos restaurantes também nos apercebemos da falta de fruta, nunca havia ou raramente…porque o barco só vinha na quinta-feira.

E já que estamos a falar de restaurantes, também foi algo que tivemos alguma dificuldade em encontrar. Descobrimos um maravilhoso, com um pôr do sol incrível, e a comida top! Restaurante Por do Sol, localizado na Fajãzinha.

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Existe até a possibilidade de levar comida para casa. Foi o que fizemos numa das 3 noites que ficámos, e assim usufruímos de mais tempo na Aldeia da Cuada.

Basicamente, nas três noites que lá ficámos, um dos jantares foi no restaurante pôr do sol, outro, fomos buscar comida para comer em casa, e outro foi na Aldeia da Cuada, um peixinho grelhado acabado de pescar, maravilhoso!

Outro restaurante que também gostámos bastante foi o Restaurante Maresia, localizado na Fajã Grande. Com uma localização privilegiada em frente ao mar. A variedade não é muita, ao ponto de o proprietário nos abrir o frigorífico e pedir para escolher! Sim é verdade! Comida muito bem confeccionada.

Aqui a Rita conheceu um amiguinho, que só queria descansar por já ser muito velhinho, mas coitado, a Rita não lhe deu descanso! Um amor de cão!

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No último dia, sendo o voo a seguir à hora de almoço, fomos a um restaurante bastante agradável próximo do aeroporto e junto ao museu da Baleia (o qual não tivemos oportunidade de visitar), o restaurante do INATEL Flores Hotel.

Deixando a comida, passemos então aos pontos de interesse desta maravilhosa ilha. Lá por ser uma ilha pequena, não significa que tenha poucos pontos de interesse, muito pelo contrário.


Fajã Grande

A Fajã Grande é uma freguesia com pouco mais de 200 habitantes, e mesmo assim é uma das freguesias com mais habitantes.

Estivemos algum tempo no porto da Fajã, simplesmente a apreciar as maravilhosas vistas. Este porto foi em tempos, uma das principais portas de entrada na ilha. Hoje em dia é utilizado apenas por embarcações locais, sendo essencialmente uma zona balnear e de onde se parte para fazer algumas actividades, como o mergulho.

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Daqui, temos uma vista privilegiada sobre o lugar da Ponta da Fajã, com a sua igreja de Nossa Sra. do Carmo e das suas cascatas a escorrer escarpas abaixo, mesmo ali onde o mar se encontra com a terra.

A água a cair, o sol a incidir sobre ela, deslumbram-nos com verdadeiros arco-íris.

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Corridas, risos, festinhas a gatos que por ali andavam, fizeram as delicias da Rita. Dos pais… nem por isso, porque a miúda só queria puxar o rabo e dar festinhas aos vários gatos que por ali andavam a apanhar banhos de sol. Eu até gosto bastante de gatos, fizeram sempre parte da minha infância e adolescência e, por isso, sei que mesmo sendo maravilhosos amigos, se forem muito chateados, principalmente por quem não conhecem… a coisa não corre muito bem… mas lá conseguimos controlar…


Poço do Bacalhau

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A cascata do Poço do Bacalhau, é uma das que se conseguem observar a partir do porto da Fajã grande. O acesso à cascata é efectuado por um trilho muito bem conservado.

É uma cascata com cerca de 90 metros de altura, formando uma lagoa natural bastante apetecível para um mergulho.

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Poço da Alagoinha

Um local sem igual… sem duvida um dos locais mais maravilhosos da Ilha das Flores… um pequeno paraíso.

O carro tem que ser deixado na estrada principal para se começar então a aventura para chegar a este local.

Rita às cavalitas e aí vamos nós.

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Vegetação densa, trilhos pedra, são 700 metros assim… a ouvir o som da natureza, o som da água que se vai aproximando à medida que nos aproximamos.

Era o ideal não era? mas para além destes sons maravilhosos, a Rita lembrou-se de “montar” uma pequena birra, nem se sabe bem porquê… ora quer ir às cavalitas, ora quer ir pé…e basta uma contrariedade que o caldo está entornado…

Este é um trilho de calçada no qual se tem que ter bastante cuidado, as pedras no chão estão húmidas, com vegetação, facilmente pode ocorrer algum pequeno incidente.

Assim que chegamos… tudo passa, todos os músculos relaxam e ficamos petrificados a olhar para tamanha maravilha…

Uma lagoa formada e alimentada por várias cascatas…  são linhas e linhas de água a escorrer naquela vegetação esverdeada.


Rocha dos Bordões

A rocha dos bordões é uma rocha imponente, com cerca de 20 metros de altura, originada por um fenómeno geológico que solidificou em altas estrias verticais.


As sete lagoas da Ilha das Flores

Sete lagoas é o nome atribuído a um conjunto de sete lagoas alojadas dentro da caldeira de um dos vulcões primordiais da ilha. São elas: lagoa negra, lagoa branca, lagoa comprida, lagoa rasa, lagoa da lomba, lagoa funda e lagoa seca.

Infelizmente o tempo, o nevoeiro cerrado que se fez sentir no último dia da nossa estadia não nos permitiu ver todas.

Lagoa RasaIMG_9572

Lagoa FundaIMG_9577.JPG

Lagoa Negra

Ficámo-nos por esta lagoa, realmente não existiam condições climatéricas…

Apesar do nevoeiro que se fez sentir no último dia da nossa estadia, ainda conseguimos apreciar algumas paisagens.

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A ilha das Flores fascinou-nos sem dúvida. Sentimos que, aqui, a natureza é mesmo pura, virgem, inexplorada. Ficámos deslumbrados com as suas cascatas e a lagoas, a sua natureza esverdeada, miradouros e falésias de cortar a respiração.

Adorámos o ritmo desacelerado, o som dos cagarros que para sempre associaremos a esta ilha.

Um local onde se consegue parar, respirar e simplesmente estar… sem pressas…

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