Ilha dos Lagos Vulcânicos

A Ilha de São Miguel, a maior do Arquipélago dos Açores, é sem dúvida conhecida pela sua Lagoa das Sete Cidades, pelos seus lagos vulcânicos, as águas termais que nos deliciam e o famoso cozidos das furnas.

Este é o itinerário para as quatro noites em que ficámos nesta bela ilha.


Dia 1

Chegada e Ponta Delgada

A nossa passagem por Ponta Delgada foi muito breve. Aproveitámos o dia em que chegámos, e uma vez que precisávamos de fazer umas compras para casa para o pequeno almoço.

Estacionámos próximo às Portas da Cidade, que são o cartão de visita da cidade.

Fizemos um passeio junto à marina, bastante agradável e parámos num jardim infantil para a descompressão da viagem.


Dia 2

Lagoa do Fogo – Ribeira Grande – Vila Franca do Campo – Caldeira Velha

No primeiro dia seguimos em direcção à Lagoa do Fogo. Pelo caminho, ficámos logo apaixonados por esta Ilha, pelas magníficas paisagens esverdeadas, pelas encostas cheias de vaquinhas a pastar… pelo contraste entre o verde das encostas e o azul do mar…

A Lagoa do Fogo é uma das maiores lagoas dos Açores, e a segunda maior da Ilha de São Miguel. Esta lagoa, está inserida numa reserva natural e localizada no interior da cratera de um vulcão, cuja última erupção foi em 1563.

Parámos no Miradouro Serra da Barrosa, de onde se tem uma vista extraordinária para a Lagoa do Fogo.

Almoçámos na zona da Ribeira da Grande.

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Daqui, e para aproveitar a hora de sesta no carro (não pode falhar!), fomos a Vila Franca do Campo, sobre o qual temos vista para o Ilhéu de Vila Franca, e seguimos para a Caldeira Velha (este trajecto deve ter dado para uma hora e meia de sesta).

O Ilhéu de Vila Franca, é uma ilha vulcânica, que possui no seu interior uma piscina natural. Pode-se visitar de Junho a Setembro, havendo ligações de barco a partir do Cais do Tagarete em Vila Franca do Campo.

Não tivemos oportunidade, esperemos que numa próxima ida aos Açores…

Seguimos para a Caldeira Velha, que fica na estrada da Ribeira Grande para a Lagoa do Fogo, localizando-se na periferia da reserva Natural desta Lagoa.

Para além da sua beleza natural, com uma grande diversidade de fauna e flora, a Caldeira Velha é conhecida e visitada, principalmente pelas suas águas quentes e termais. É uma zona  com fumarolas, vulcanismo secundário, podendo aqui a água chegar aos 95ºc.

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Tem duas piscinas naturais. A mais antiga, junto à cascata de água férrea, cuja temperatura ronda os 25ºC e a poça mais recente, com água aquecida pela fumarola, com temperaturas que variam entre os 35ºC e os 38ºC.

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As águas são acastanhadas devido à abundância de ferro.

Não tomámos banho junto à cascata, por o piso ser mais irregular e estarmos com a Rita. Optámos por ir antes à Poça (piscina). As águas quentes são mesmo relaxantes, parece que todos os músculos “batem palminhas” e sentimos mesmo que todo o nosso corpo relaxa.

A Rita adorou!!

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Existem duches e vestiários para quem quiser mudar de roupa. Um conselho, levar o fato de banho mais velho que tiverem!! Devido à grande abundância de ferro existente nesta águas, o resultado final do fato de banho, pode não ser o melhor…


Dia 3

Furnas – Ribeira Quente – Salto do Cavalo – Caloura

Neste segundo dia iniciámos o nosso passeio pela Lagoa das Furnas. A entrada nesta surpreende-nos logo pela área envolvente, com riachos, abundante vegetação e numa das margens a capela de Nossa Senhora das Vitórias.

A zona envolvente engloba um conjunto de áreas exteriores, nomeadamente, zona de merendas, instalações sanitárias, parque de estacionamento, café e um amplo espaço verde com vista privilegiada sobre a Lagoa, onde podemos simplesmente estar a apreciar ou quem sabe andar a correr atrás de uma pequenina, que se deliciou nestes vastos espaços verdes…

De seguida fomos para a outra margem da Lagoa onde podemos ver como se fazem os tradicionais cozidos à Portuguesa.

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A actividade vulcânica é uma constante em toda a ilha de São Miguel, mas é nas Furnas que esta se manifesta com mais intensidade.

Devido às águas ferventes vulcânicas consegue-se então fazer os tradicionais cozidos à Portuguesa, debaixo da terra com o calor dessas manifestações vulcânicas.

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Os vários ingredientes são colocados numa panela, que é enterrada no solo junto às caldeiras, levando cerca de cinco a seis horas a serem cozinhados pelo calor natural emanado da actividade vulcânica.

Esta zona tem um cheiro bastante característico e intenso a enxofre. O melhor é tentar respirar pela boca…

Por aqui, foi altura de andar a correr mais um bocadinho, mas desta vez atrás de patos…

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Chegada a hora de almoço, e não tendo reservado nenhum cozido, resolvemos ir até à povoação das Furnas, onde encontrámos um restaurante que dizia ter cozido feito nas Furnas. Como é óbvio, é daqueles “check” que se tem que fazer… e provei… se gostei? Nem por isso… demasiado seco e sem sabor, foi o que pessoalmente achei.

De seguida parámos na Ribeira Quente, onde se localiza a praia do Fogo.  Esta praia é formada por um areal junto a uma baía onde existem várias nascentes hidrotermais submarinas.

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Daqui, fomos até ao Miradouro Salto do Cavalo que tem umas vistas lindíssimas sobre o Vale da Povoação e as suas sete lombas.

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Ao longe tem o mar, a preencher este quadro, que se estende até ao horizonte.

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Terminámos este dia a jantar na Caloura, num sítio onde só se serve peixe fresco. A ementa está na montra, sendo que os pratos à escolha dependem do que foi pescado no próprio dia. Foi um dos melhores restaurantes onde já fomos, para quem aprecia um bom peixe fresco.

O restaurante fica literalmente no porto de pesca.

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Dia 4

Parque Terra Nostra – Pico do Carvão – Vista do Rei – Lagoa das Sete Cidades – Ponta da Ferraria – S. Roque

Neste terceiro dia, iniciámos o nosso percurso no Parque Terra Nostra.

Este parque, é muito mais que um jardim botânico, que alberga uma das maiores colecções do mundo de camélias, várias espécies de árvores, plantas e outras espécies vegetais de todo o Mundo.

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Este parque é um oásis… Um local para se passear descontraidamente à sombra das imensas árvores centenárias.

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Apreciar cada recanto, os lagos tão bem inseridos nesta paisagem…

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Para além de toda a vegetação que o caracteriza, existe uma nascente que alimenta um tanque existente, com água termal de 40ºc, enriquecida naturalmente com ferro (que lhe confere a cor única), cálcio, magnésio e outros minerais e oligoelementos essenciais à pele humana.

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E confesso que foi dos sítios em que me senti a relaxar completamente, esta água tem um efeito fantástico.

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Ao inicio, a Rita estranhou, não queria entrar, a água estava realmente muito quente. Mas o corpo lá se foi habituando… e foi divinal!!! (existem uns vestiários para trocar de roupa).

Daqui, fomos até à Lagoa das Sete Cidades.

Aconselhamos que a subida até à lagoa seja feita com muita calma…e com muitas paragens pelo caminho para observar paisagens como esta:

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Lagoa das Sete Cidades…imagem mais do que vista, em postais, revistas, publicidades, é a imagem de marca de São Miguel.  Mas por mais que tivéssemos a imagem gravada, mesmo sabendo o que esperávamos encontrar e observar, mesmo assim, ficámos deliciados com esta maravilha. Sem dúvida uma paisagem de cortar a respiração.

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Após alguns minutos para apreciar e tirar muitas fotos à paisagem, descemos até à povoação das Sete Cidades. Estacionámos ao pé do lago e demos um curto passeio para esticar as pernas. Entretanto, a Rita aproveitou para brincar com os Patos…que eram muitos.

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Curiosidade nata…

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“Onde é que você pensam que vão? Já em sentido à minha frente!”

Parámos na Ponta da Ferraria. Aqui encontra-se uma pequena praia de águas cristalinas. Com um areal practicamente inexistente, mas com muitas rochas e muitas toalhas estendidas.

É uma praia bastante frequentada por causa das piscinas naturais que se formam, e que são aquecidas por duas nascentes de água termal de origem vulcânica.

Por fim, acabámos o dia a relaxar e a brincar na praia de S. Roque.

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Assim acabámos a nossa bela estadia em São Miguel,.

Ficou a recordação de uma ilha cheia de flores, das suas serras verdes, com as vacas a pastar nas encostas, contrastando com o azul do mar, o infinito mar… Ficou a recordação dos banhos quentes, do cheiro a enxofre…

Natureza pura e bela, mas a natureza ainda mais pura e mais bela viria a seguir… a nossa querida Ilha das Flores, que traremos sempre no coração…

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