A Serra Encantada

Há muito tempo que a Serra do Gerês se encontrava na minha “wish list” para Portugal. Foi um daqueles sítios que se foi adiando, adiando, adiando…

Até que em Maio de 2016, tinha a Rita quase 2 aninhos, decidimos ir passar 3 noites a Terras de Bouro, na Serra da Gerês, e conhecer estas maravilhosas paisagens.

Reservámos um bungalow T1, através do site Apartamentos Serra do Gerês.

Um apartamento super simples com cozinha, sala e, no primeiro andar, o quarto e casa de banho. Na sala, uma porta envidraçada que dava para um espaço exterior, cheio de relva e delimitado por muros de pedra. Existia também uma churrasqueira de uso comum, para os interessados.

À noite, silêncio absoluto… podendo-se simplesmente respirar o ar puro que a serra nos proporciona e deslumbrarmo-nos com o céu estrelado. A localização foi excelente, pois além da tranquilidade do local, estava em pleno Parque Natural, deixando-nos muito próximos das principais atracções.

No 2º dia fizemos-nos à estrada, passando antes pelo posto de turismo de Terras de Bouro para obter um mapa turístico da zona.

A primeira paragem foi na Barragem de Vilarinho das Furnas, a 5 minutos de carro do apartamento.

Entrámos serra adentro, por trilhos de terra batida e ficámos fascinados…tudo parece tão perfeito… existe uma harmonia tão grande de cores…

E de janelas abertas, no carro, a apreciar tamanha beleza esverdeada, começamos a ouvir o som da água..

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Gerês é sem dúvida, uma pequena grande maravilha que a terra nos ofereceu.

Em cada canto, uma cascata, a água sai da terra e das rochas, como que a desfilar para nós e a mostrar a sua beleza mais pura…

Pontes velhas, feitas de madeira e troncos que ficam tão bem nesta paisagens… (ponte sobre o rio Macieira, na Mata da Albergaria).

Em família, apreciámos esta beleza natural, brincámos, ficámos simplesmente ali… a desfrutar daqueles momentos tão puros…

Daqui, seguimos até ao Soajo, onde os 24 espigueiros são a atração local. Infelizmente a chuva deu o ar da sua graça, o que não nos permitiu explorar bem esta zona.

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Seguimos até ao castelo de Lindoso, por onde  andamos a passear e a apreciar as vistas deste, para os 50 espigueiros de Lindoso.

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O dia acabou com uma maravilhosa vista sobre os espigueiros das Cortinhas, em Brufe.

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O 3º dia não foi nada agradável, pôs-se um temporal, o que não nos permitiu aproveitar este dia para conhecer mais da Serra. Ainda assim, demos umas voltas de carro e fomos parando para tirar fotos à chuva. A chuva acabou por ser uma vantagem, pois se esta serra já é conhecida pelas inúmeras cascatas, quando chove, parece que se reproduzem, vemos uma quase em cada curva.

Aproveitámos então o último dia de estadia para usufruirmos ao máximo antes de regressarmos a casa. Parámos no Miradouro da Pedra Bela para apreciar as vistas e para mais umas brincadeiras com as pedras…

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Incrível como umas simples pedras no chão, fazem as delícias de uma criança, é preciso tão pouco para elas serem felizes! E sim, que mexam em terra, em pedras, que se sujem! Que aproveitem o que a natureza nos dá, que saibam imaginar, inventar jogos… Que respirem o ar puro, que corram, que sejam livres! Que fiquem felizes com pequenas coisas… É isto que  queremos para ti, que saibas dar valor a toda a natureza que nos envolve, e que continues sempre a fazer birras de cada vez que sabes que tens que ir para casa, porque queres passear, não queres estar fechada dentro de quatro paredes. E nos dias que correm, só esperamos que continues sempre assim, com desejo enorme de explorar tudo!

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A nossa última paragem antes do regresso a casa, foi na Ponte da Misarela, ou ponte do Diabo. Encontrei por acaso, no Google, nunca tinha ouvido falar.

Esta ponte localiza-se sobre o rio Rabagão, a cerca de um quilómetro da sua foz no rio Cávado, na freguesia de Ruivães, concelho de Vieira do Minho, distrito de Braga. Liga as freguesias de Ruivães à de Ferral, no concelho de Montalegre. Está implantada no fundo de um desfiladeiro escarpado, assente sobre os penedos, sendo sustentada por um único arco com cerca de 13 metros de vão. Foi erguida na Idade Média e reconstruída no início do século XIX.

Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público desde de 30 de novembro de 1993.

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O acesso a esta ponte é apenas pedonal. Rita às cavalitas e aí vamos nós explorar.

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Uma descida íngreme, vacas a pastar, trilhos de terra batida…

E eis que surge então, a maravilhosa ponte medieval em arco, que, segundo a lenda, terá sido construída pelo Diabo.

Passámos a ponte, um tanto ou quanto arrepiante, pela altura, e do lado esquerdo deparámo-nos com esta maravilhosa cascata.

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Chegou a hora da partida… uma viagem de cerca de quatro horas até casa em que, depois de almoço, a Rita aproveitou para dormir uma bela sesta.

O Gerês ficou sem dúvida no nosso coração, a nossa serra encantada…

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