Pais loucos é o que somos…

Tomar a decisão de viajar com um bebé de 15 meses para o Brasil não é uma decisão fácil e, infelizmente, a sociedade em que estamos inseridos também não ajuda…

Parece que estamos a cometer uma atrocidade!!! “Coitadinha, tanto tempo dentro de um avião”; “Coitadinha, vão levá- la para uma cidade como o Rio de Janeiro”; “Coitadinha, os pais são loucos”.

Ok… pois somos… somos pais loucos! Somos loucos porque vamos proporcionar à Rita novas experiências (coitadinha), somos loucos porque vai passar a conhecer uma realidade diferente da dela (coitadinha) , somos loucos porque a vamos colocar num mar de águas limpas e quentes e onde pode andar a brincar à vontade (coitadinha) Pior!!! Vai passar 8 dias de manha à noite com estes pais loucos, que não querem nada mais senão que ela esteja bem e feliz!!! Coitadinha…

Das várias vezes que saímos para fora de Portugal, antes de a Rita nascer, apercebemo-nos da quantidade de pais que andam pelo mundo com os filhos às costas. E não estamos a falar de crianças de 3, 4 anos, não! Estamos a falar de bebés de um ano ou menos. Esta mentalidade existe lá fora, porque é tão difícil perceber que é bom e saudável viajar com filhos? Tenham eles que idade tiverem?  Somos assim tão maus pais por isso? Seriamos melhores pais por abdicarmos dos nosso sonhos, por não lhe dar oportunidade de ver novas realidades? Não… não acreditamos nisso…  e sabemos que um dia ela nos vai agradecer por isto!

Muitas pessoas nos dizem: “Para quê, se ela não se vai lembrar de nada?”

Pois…não, não irá lembrar-se da viagem da Madeira, ou da viagem do Brasil (apesar do pai andar constantemente a mostrar-lhe os filmes de cada viagem que fazemos para lhe manter viva a memória) mas sabemos que o “bichinho” da viagem já lá anda. Queremos que ela seja uma cidadã do mundo, que desenvolva a curiosidade nata dela para conhecer mais e mais. Queremos que perceba que somos todos diferentes uns dos outros, na cultura, na raça, e que ela saiba respeitar estas diferenças. Pode não se lembrar, mas as experiências estão lá e vão crescer com ela, e esperemos que façam dela uma pessoa melhor, respeitadora e tolerante.

Bem, e se pensarmos que até aos 3 anos as crianças não se vão lembrar de nada… bem, se calhar mais vale deixá-las num quarto em frente a uma televisão. “Para quê fazer actividades diferentes? Não se vão lembrar de nada mesmo… ”

Percebem onde quero chegar? Experiências novas fazem parte do crescimento normal de uma criança… mesmo não se lembrando posteriormente…

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