Ilha da Madeira – Roteiro de 3 dias

Dia 1  – Meio dia

Ponta de S. Lourenço –  Santana

Depois de bem instalados na Casa do Pico, decidimos que tínhamos que aproveitar logo o resto do dia. A Ritinha estava bem, bem disposta. Por isso, vamos lá pegar no carro e siga!

Como já referi, alugámos um carro com cadeirinha de bebé. Até  aqui, a Rita tinha estado apenas habituada a andar de ovo (contra a marcha). A cara dela a olhar para nós, e para o pai a conduzir, foi qualquer coisa de incrível…  Tipo, “O que é isto? O que é que o meu pai está a fazer?” Escusado será dizer que das primeiras coisas que fizemos, quando regressamos a Portugal Continental, foi comprar a cadeirinha de bebé.

Neste primeiro dia, saímos de Santa Cruz, fomos até à ponta de S. Lourenço e por fim, Santana.

A Ponta de S. Lourenço é algo de indescritível, uma beleza única. E não fizemos a vereda de 4 km, pois acredito que se o fizéssemos ainda ficaríamos mais maravilhados. Vistas panorâmicas sobre o oceano Atlântico, com espectaculares formações rochosas, este é o “quadro” da Ponta de S. Lourenço.

Foi aqui, pela primeira vez, que a Rita começou a notar numa “bola” linda no céu, a Lua. A partir deste dia, sempre que ela a via, a Rita apontava e dizia “ua”.

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Seguimos em direcção a Santana, onde se encontram as famosas casas típicas de Santana.

Nestas casas é possível adquirir produtos locais, artesanais e tradicionais.

Nós já não conseguimos ver, pois o núcleo de casas típicas de Santana tem horário de funcionamento, das 10h às 18h. Como já passava das 18h quando chegámos… não podemos dizer se vale pelos artigos ou não, mas vale e muito visitar, é uma das imagens de marca da Ilha da Madeira.


Dia 2

Pico do Areeiro – Curral das freiras – Ribeira brava – Cabo Girão

Neste segundo dia, fomos em direcção ao Pico do Areeiro, altitude 1810 metros! Engane-se quem pense que este é o ponto mais alto da Ilha da Madeira! Aos interessados, existe a hipótese de, a partir do Pico do Areeiro, fazer um percurso pedestre até ao ponto mais alto da Ilha, Pico Ruivo, com 1.862 metros.

Rita no marsúpio e aí vamos nós! Chegados ao miradouro, deparámo-nos com uma paisagem brutal do maciço central da Ilha da Madeira. E 1800 metros é muito metro… arrepia um pouco olhar para baixo, principalmente tendo a Rita ao peito, no marsúpio. E estar por cima das nuvens é algo de fenomenal…

Ao sairmos do Pico do Areeiro fomos em direcção ao Curral das Freiras, que acredito que tenha paisagens maravilhosas, mas tivemos muito azar pois estava nevoeiro cerrado.

Almoçamos por lá, no restaurante “Sabores do Curral”  à espera que o tempo “abrisse” mas realmente não tivemos sorte.

Fizemo-nos à estrada… hora da Rita dormir a sesta.

Enquanto a Rita dorme a sesta é uma óptima altura para desfrutarmos das belíssimas paisagens que Ilha da Madeira tem para nos oferecer.

Parámos na Ribeira Brava. A vila possui diversos cafés e esplanadas e é um local bastante agradável para se passar algum tempo apenas a apreciar a paisagem. Lanchamos num dos cafés e fomos explorar um pouco. Deparámo-nos com ruas enfeitadas, cheias de cor e alegria. Eram as festas de S. Pedro e a vila estava linda.

Após descontrairmos e brincarmos um pouco com a Rita, seguimos até ao Cabo Girão.

O Cabo Girão, localizado a 580 metros de altura, é famoso pela sua plataforma suspensa em vidro. Podemos observar magníficas panorâmicas sobre o Oceano e os municípios de Câmara de Lobos e do Funchal.

Acabámos este dia a dar uma voltinha pelos jardins do Funchal. Aproveitámos para ir ver onde apanhávamos o teleférico para o Jardim Botânico para o dia seguinte.


Dia 3

Funchal – Teleférico – Jardim Botânico – Véu da Noiva – Porto Moniz – Achadas da Cruz – Garajau – Santa Cruz

Deixámos o carro num parque de estacionamento do Funchal, junto à entrada do teleférico. Optámos por deixar o carrinho da Rita e levámos apenas o marsúpio. Foi uma boa opção, pois entrar no teleférico com carrinho ocupa imenso espaço e para andar pelo Jardim Botânico também deu muito mais jeito e a Rita pode aproveitar muito melhor das vistas.

Do Funchal partimos de teleférico até ao Monte.

No Monte, existem as famosas descidas de cesto. Sabemos que centenas de turistas são atraídos todos os anos para experimentar esta excitante descida a grande velocidade pelas estradas até ao Funchal. Estes cestos de vimes, que assentam em barras de madeira para melhor deslizarem, são guiados e empurrados por dois homens tradicionalmente vestidos com roupas brancas de algodão e um chapéu de feltro e usam as suas botas de borracha como travões.

A viagem pela encosta até ao Funchal demora cerca de 10 minutos, num percurso total de 2 km, atingindo por vezes uma velocidade de 48 km/hora. Sim deve ser muito divertido! Mas com uma criança de 1 ano… talvez seja melhor não!!

Então  optamos por ir directamente apanhar outro teleférico para o Jardim Botânico.

Teleférico do Funchal

Não é barata a viagem de teleférico…de todo! Mas realmente é algo que voltaria a fazer, porque tem umas paisagens magníficas da cidade do Funchal. A Rita adorou, só se ria e batia no vidro de teleférico.

O Jardim Botânico é outra das imagens de marca da Ilha da Madeira e é sem dúvida um jardim lindíssimo com paisagens maravilhosas sobre a cidade do Funchal.

Com uma área superior a 35 000 m2, é dotado de mais de 2000 plantas exóticas oriundas de todos os continentes, estando algumas espécies botânicas em vias de extinção. Este fantástico jardim é composto por várias árvores e arbustos, relvados, miradouros e um anfiteatro para actividades lúdicas.

Após este belo passeio, voltámos para o Funchal, por onde almoçámos.

Depois de almoço lá fomos fazer mais uma voltinha de carro pela ilha, enquanto a Rita dormia a sesta.

Fomos ao famosíssimo Véu da Noiva (o qual demoramos algum tempo a encontrar).

Parámos em Porto Moniz.

Fomos a Achadas da Cruz ver a maravilhosa vista.

De seguida fomos ao Garajau.

Na Ponta do Garajau, existe o Teleférico do Garajau, inaugurado em 2007. Este meio de transporte possibilita o acesso à  praia do Garajau.

No miradouro da Ponta do Garajau, encontra-se a Estátua do Cristo Rei do Garajau, erigida ao Sagrado Coração de Jesus que oferece uma magnífica vista.


Se ficou muito para ver da madeira? Claro que sim! 2 dias e meio, dá para ter uma ideia do local, mas não dá para o “viver”.  Dá para ver os principais pontos atractivos, mas ficam para trás os sítios mais “escondidos” que por vezes são os mais belos. Com uma criança não dá para fazer as famosas “levadas”, por exemplo.

Poderíamos ter visto muito mais coisas se não tivéssemos a Rita? Talvez… Se ficamos tristes por isso? Nem por um momento… vemos menos, mas trazemos tanto mais.. mais vivências, mais tempo em família, mais descobertas dia após dia.

É cansativo fazer turismo com uma criança, sem dúvida! Mas após estes 3 dias na Madeira, algo mudou, a partir deste momento ficamos com a certeza que nunca mais queríamos fazer viagens a dois, a partir de agora seremos sempre 3. A Rita é uma óptima companhia de viagem 😉 a melhor de sempre!

 

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